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domingo, 31 de maio de 2026

THOMAZ BELTRÃO DE QUEIROZ

 


THOMAZ BELTRÃO DE QUEIROZ, nasceu na Fazenda PASSAGEM FUNDA na época município de APODI e hoje, no de FELIPE GUERRA, na Mesorregião OESTE POTIGUAR, no Estado do RIO GRANDE DO NORTE, no dia 19 de julho de 1882 e faleceu em Caxias do Sul-RN, em 04 de outubro de 1930, sendo  filho do casal JOSÉ ADELINO DE QUEIROZ e ANTÔNIA BELTRÃO DE QUEIROZ,

Sua trajetória tomou rumos inesperados. Fugindo dos efeitos devastadores de uma grande seca que castigavam o Nordeste Brasileiro no final do ´século XIX   e início do século XX,  THOMAZ  migrou  rumo ao Sul.

Estabeleceu-se inicialmente em Portalegre. Capital do Estado do RIO GRANDE DO SUL, como comerciante, e adquiriu experiência e reconhecimento. Contudo, foi para a cidade de CAXIAS DO SUL, no coração da Serra Gaúcha, que  THOMAZ fixou raízes definitivas. Ali, em meio a uma população majoritariamente descente de imigrantes italianos, destacou-se por sua atuação pública e envolvimento político foi eleito presidente da Intendência Municipal de Caxias do Sul, atual cargo de prefeito, o qual foi precedido por  CELESTE ALEXANDRE GOBBATO (12 de  outubro de 1924 s 12 de janeiro de 1928 e sucedido por  MIGUEL MURATORE (05 de outubro de 1930 a  30 de dezembro de 1935, nomeado pelo Interventor Federal JOSÉ ANTÔNIO FLORES DA CUNHA (28 de novembro de 1928 a 15 de abril de 1935).

Foi membro do PARTIDO REPUBLICANO RIO GRANDENSE  e intendente de Caxias do Sul, sucedendo a  CELETE GOBBATO e tendo  MIGUEL MURATORE como vice.[4] Enfrentou problemas desde antes de sua posse em 12 de outubro de 1928. Era um nome inexpressivo na política local, sua candidatura não havia sido um consenso dentro do partido e até hoje os motivos que levaram à sua indicação são mal explicados. Além disso, era um recém-chegado em Caxias, além de ser visto com reservas pela  Igreja Católica

Assumiu em uma fase de acirradas disputas políticas, retração econômica, aumento da carga tributária, alto endividamento público e descontentamento popular, e segundo Gustavo Valduga "mesmo após a posse de Beltrão de Queiroz, as críticas cerradas à administração anterior persistiam. O novo intendente herdava politicamente os conhecidos problemas, além de uma situação financeira nada confortável. [...] Caxias apresentava aspectos de uma complexidade social e política onde se notavam interesses industriais e comerciais, principalmente o vitivinícola, do operariado, de movimentos políticos como o do  fascismo – e mais tarde  integralistas sanar as finanças municipais contraindo novos e vultosos empréstimos. Desativou a escola do Patronato Agrícola alegando a desproporção entre os custos de manutenção do educandário e os benefícios produzidos, mas o ato gerou uma grande polêmica, pois havia sido feito um importante investimento de verbas para a sua construção no governo anterior. Contudo, deu apoio ao professorado municipal aumentando seus salários e estabelecendo gratificações, promovendo sua qualificação e melhorando a qualidade do ensino. Foi importante neste sentido a criação da primeira escola de formação de professores da cidade, fundada em 28 de fevereiro de 1930 e instalada em 15 de junho. É lembrado ainda pelas intervenções na urbanização da  Praça Dante Aligghieri. Faleceu no exercício de suas funções, sendo sucedido por seu vice. O terceiro aniversário de seu falecimento foi homenageado pelo município e hoje seu nome batiza uma rua em Caxias.

FONTE – SITE WIKIPÉDIA E O LIVRO DO BREJO DO APODI A FELIPE GUERRA, DE GERALDO FRANCISCO DAS CHAGAS