THOMAZ BELTRÃO DE QUEIROZ, nasceu na Fazenda PASSAGEM
FUNDA na época município de APODI e
hoje, no de FELIPE GUERRA, na Mesorregião OESTE POTIGUAR, no
Estado do RIO GRANDE DO NORTE, no dia 19 de julho de 1882 e faleceu em
Caxias do Sul-RN, em 04 de outubro de 1930, sendo filho do casal JOSÉ ADELINO DE QUEIROZ
e ANTÔNIA BELTRÃO DE QUEIROZ,
Sua trajetória tomou
rumos inesperados. Fugindo dos efeitos devastadores de uma grande seca que
castigavam o Nordeste Brasileiro no final do ´século XIX e
início do século XX, THOMAZ migrou rumo ao Sul.
Estabeleceu-se inicialmente
em Portalegre. Capital do Estado do RIO GRANDE DO SUL, como comerciante,
e adquiriu experiência e reconhecimento. Contudo, foi para a cidade de CAXIAS
DO SUL, no coração da Serra Gaúcha, que THOMAZ fixou raízes definitivas. Ali, em meio
a uma população majoritariamente descente de imigrantes italianos, destacou-se
por sua atuação pública e envolvimento político foi eleito presidente da
Intendência Municipal de Caxias do Sul, atual cargo de prefeito, o qual foi precedido
por CELESTE ALEXANDRE GOBBATO (12
de outubro de 1924 s 12 de janeiro de
1928 e sucedido por MIGUEL MURATORE
(05 de outubro de 1930 a 30 de dezembro
de 1935, nomeado pelo Interventor Federal JOSÉ ANTÔNIO FLORES DA CUNHA (28
de novembro de 1928 a 15 de abril de 1935).
Foi membro do PARTIDO
REPUBLICANO RIO GRANDENSE e intendente de Caxias do Sul,
sucedendo a CELETE GOBBATO e tendo MIGUEL MURATORE como
vice.[4] Enfrentou
problemas desde antes de sua posse em 12 de outubro de 1928. Era um nome
inexpressivo na política local, sua candidatura não havia sido um consenso
dentro do partido e até hoje os motivos que levaram à sua indicação são mal
explicados. Além disso, era um recém-chegado em Caxias, além de ser visto com
reservas pela Igreja Católica
Assumiu em uma fase de
acirradas disputas políticas, retração econômica, aumento da carga tributária,
alto endividamento público e descontentamento popular, e segundo Gustavo
Valduga "mesmo após a posse de Beltrão de Queiroz, as críticas cerradas à administração
anterior persistiam. O novo intendente herdava politicamente os conhecidos
problemas, além de uma situação financeira nada confortável. [...] Caxias
apresentava aspectos de uma complexidade social e política onde se notavam
interesses industriais e comerciais, principalmente o vitivinícola, do
operariado, de movimentos políticos como o do fascismo – e mais
tarde integralistas sanar as finanças municipais contraindo novos e
vultosos empréstimos. Desativou a escola do Patronato Agrícola alegando a
desproporção entre os custos de manutenção do educandário e os benefícios
produzidos, mas o ato gerou uma grande polêmica, pois havia sido feito um
importante investimento de verbas para a sua construção no governo anterior. Contudo,
deu apoio ao professorado municipal aumentando seus salários e estabelecendo
gratificações, promovendo sua qualificação e melhorando a qualidade do ensino. Foi
importante neste sentido a criação da primeira escola de formação de
professores da cidade, fundada em 28 de fevereiro de 1930 e instalada em 15 de
junho. É lembrado ainda pelas intervenções na urbanização da Praça Dante
Aligghieri. Faleceu no exercício de suas funções, sendo sucedido por seu
vice. O terceiro aniversário de seu falecimento foi homenageado pelo
município e hoje seu nome batiza uma rua em Caxias.
FONTE – SITE WIKIPÉDIA E
O LIVRO DO BREJO DO APODI A FELIPE GUERRA, DE GERALDO FRANCISCO DAS CHAGAS

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